Contemporâneo com toque indiano e brasileiro em São Paulo

Por Graziela Machado*

Sempre que pesquisava sobre veganismo acabava caindo em algum blog, instagram de restaurante ou digital influencer vegano de São Paulo. Eu morei em São Paulo no segundo semestre de 2015, mas na época eu era ovolacto vegetariana e apesar de já estudar sobre veganismo, ainda não tinha despertado totalmente para esse estilo de vida.

Hoje, fevereiro de 2017, retornei a essa cidade que tanto gosto com outro pensamento, muito mais desperta para o veganismo e com muita vontade de conhecer todos os restaurantes 100% veganos ou que tenham opções veganas aqui em SP. Vamos lá?

Cheguei em SP na hora do almoço e já fui direto conhecer o Goshala. O restaurante é de cozinha ovolacto, natural (dão preferência para produtos orgânicos) e contemporânea com uma pegada Indiana. O local é pequeno e como cheguei por volta das 13:00 não tinha mesa vaga, mas como estava sozinha optei por um lugar no balcão mesmo.

O belo e cheio ambiente do Goshala.
O belo e cheio ambiente do Goshala.

A decoração é super bonita e cheia de cores vibrantes. Muitos objetos que lembram a cultura indiana, vários quadros coloridos espalhados pelas paredes do salão e uma área aberta nos fundos, onde tinha uma grande mesa redonda, plantas verdinhas e um lustre super colorido.

Decoração vibrante.
Decoração vibrante.

Voltando a atenção para o cardápio, lá funciona assim: eles possuem a opção de Menu do dia (R$ 34,00), com direito a saladinha de entrada, prato principal, sobremesa e suco. Me interessei bastante pelo menu, porém fui informada de que não daria para transformar em vegan, então escolhi uma dentre as três opções veganas do menu. Optei pela Moqueca de Caju (R$ 42,00), que é preparada com cubos de caju, palmito pupunha, cebola roxa, pimentões, alga hijiki, tomate, azeite de dendê e leite de coco.

Aguardando ansiosamente o nosso prato. :D
Aguardando ansiosamente o nosso prato. :D

Logo depois que pedi, recebi uma saladinha que era a entrada do menu do dia. Informei para o garçom que tinha pedido um prato do menu normal, mas ele insistiu que eu aceitasse, então perguntei se o molho era vegano (sempre ficamos preocupados, né?) e ele me disse que era feito apenas com suco de frutas e azeite de oliva (ufa!), então aceitei porque uma saladinha de entrada é sempre bom! 

Não demorou muito e chegou meu prato: bem servido e com um cheirinho maravilhoso. Sinceramente, me surpreendeu. Eu confesso que nunca tinha comido caju, até porque no sul não é muito comum, mas a moqueca estava deliciosa, bem equilibrada e super aromática. O caju é uma fruta bem farta, então os pedaços davam sustância ao prato. O molho estava muito gostoso e combinou muito bem com os outros ingredientes do prato. Adorei experimentar novos sabores!

Atacar!
Atacar!

Finalizei super satisfeita e pronta para prosseguir os passeios pela cidade cinza 😉

Nota: ***

Fica aí a dica do Veganista!
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*Graziela Machado é colaboradora do Veganista.online, idealizadora do projeto The Coffee Trip e curadora do Role Vegano.

Um Agridoce Café

A gente já tinha recebido essa dica várias vezes e por vários meios, então, há algumas semanas, resolvemos visitar e provar as opções veganas do Agridoce Café, “um espaço aconchegante e gentil para todos, com aroma de café e de doces saindo do forno”, de acordo com a própria página do estabelecimento. Então, aproveitamos um final de tarde quase noite e rumamos à Cidade Baixa.

Balcão de atendimento do Agridoce.
Balcão de atendimento do Agridoce.

Ao chegarmos lá, fomos recepcionados por um atendente que nos informou que a casa estava lotada, dizendo que haviam duas mesas a nossa frente na fila. Resolvemos aguardar mesmo assim. O atendente então pediu o nosso nome e telefone. Para nossa surpresa, segundos depois de ele nos deixar recebemos um SMS informando nossa posição na lista de espera para uma mesa, muito legal!

Decoração da parede da nossa mesa.
Decoração da parede da nossa mesa.

Como estávamos entre duas pessoas apenas, rapidamente conseguimos uma mesa em um dos salões fortemente decorados do café. Logo o mesmo atendente nos trouxe o cardápio que passamos a analisar. Após termos um pouco de dificuldade em encontrar as opções veganas, solicitamos ajuda ao atendente que prontamente nos informou que havia um sanduíche vegano, feito de pão artesanal de moranga com sementes de girassol, pasta de grão de bico, tomates secos, caponata e folhas verdes. Obviamente essa foi nossa escolha.

A comanda do Agridoce.
A comanda do Agridoce.

Nosso pedido não demorou muito a chegar, mesmo com o local lotado. O sanduíche estava bem gostoso, o pão bem novinho, o recheio molhado. Para o nosso gosto, a pasta de grão de bico poderia estar um pouco mais temperada, mas entendemos que é difícil agradar todos os gostos quando se atende tanta gente assim. Nada que não pudesse ser corrigido com um pouco de azeite de oliva.

Pra variar a gente comeu antes de tirar a foto :D
Pra variar a gente comeu antes de tirar a foto :D

Depois de terminar de comer o sanduíche, novamente analisamos o cardápio, pois queríamos um doce para acompanhar o espresso que iríamos pedir. Após uma pequena confusão com o atendente sobre se uma opção seria ou não vegana, obtivemos a informação de que a única possibilidade para nós seria o brownie de banana, que, então, pedimos. Estava gostoso, mas achamos que brownie de banana é uma das sobremesas veganas mais comuns de ser encontrada.

Pra variar a gente comeu antes de tirar a foto :D (2)
Pra variar a gente comeu antes de tirar a foto 😀 (2)

Entendemos que o Agridoce Café oferece opções veganas bem gostosas, inclusive de sobremesa, mas apenas uma doce e uma salgada. Seria interessante aumentar e diversificar as opções para poder voltar mais frequentemente ao estabelecimento.

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Alguns ambientes do café.
Alguns ambientes do café.

Nota: ***

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Iaiá Bistrô, oxente!

Há algumas semanas fomos convidados para um aniversário de família que ocorreria no Iaiá Bistrô, na zona sul de Porto Alegre, onde, segundo o próprio site do Iaiá, serve-se “o melhor dos pratos típicos, das várias regiões do Brasil, (…) em porções generosas e apresentação primorosa”. Só que, diferentemente dos convites que recebemos normalmente, este já veio acompanhado de um: “Eles têm opção vegana”. Opa! Que surpresa agradável, ficamos muito contentes de terem pensado na gente na hora de escolher o restaurante 🙂

Chegamos na grande casa onde o restaurante está situado, naquela noite de sexta-feira com o clima ameno. Logo fomos recebidos por um recepcionista que nos direcionou à mesa reservada para o aniversariante. Atravessamos dois amplos e belos ambientes até encontrar os demais convidados que nos aguardavam.

Um dos ambientes do Iaiá.
Um dos ambientes do Iaiá.

Quando o garçom nos trouxe o cardápio, imediatamente perguntamos a ele: “quais as opções veganas que vocês oferecem?”. Fizemos isso para testar tanto o restaurante, quanto o garçom. No primeiro caso para confirmar se eles realmente tinham opções veganas, no segundo para ver se o atendimento estava treinado para atender um vegano. Em ambos casos obtivemos uma resposta positiva. O garçom imediatamente apontou as opções veganas disponíveis, que eram duas: a moqueca vegetariana e o cogubobó. Acabamos optando pelo segundo, com pimenta média (ao fazer o pedido o garçom pergunta a intensidade de pimenta desejada no prato).

Moqueca vegetariana e Cogubobó: os pratos veganos.
Moqueca vegetariana e Cogubobó: os pratos veganos.

Aguardamos pouco tempo até que nossos pratos fossem trazidos. Realmente eles faziam jus a descrição do restaurante, as porções de todos os pratos eram generosas. A pimenta do nosso bobó estava no ponto! Mas, é importante dizer que gostamos de pratos levemente apimentados, um pouco acima da quantidade de pimenta que os gaúchos estão acostumados a consumir, então se você não gosta ou não está acostumado com pimenta, sugerimos que peça o prato com pimenta leve. O cogubobó estava delicioso, bem preparado, cheio de sabores, acompanhado de uma farofa de banana e arroz branco, fechando a combinação com perfeição.

Será que tava bom? :D
Será que tava bom? :D

Após a nossa janta a chef veio até nossa mesa ver se estava tudo de acordo. A primeira pergunta dela foi: “É nessa mesa que tem um pessoal vegano?”. Com um sorriso no rosto nos “acusamos”. Ela nos contou que o seu filho é vegano, que a introduziu nesse mundo e que ela vem pesquisando sobre o asssunto (quem sabe vem mais opções veganas no cardápio, né? :D). No fim, nosso atendente veio oferecer sobremesa e disse que a cozinha poderia fazer uma tapioca de goiabada vegana. Ficamos muito felizes com a atenção que nos foi dada, mas não havia condições de comermos mais nada depois do Cogubobó.

Veganista e sua foto "artística".
Veganista e sua foto “artística”.

Adoramos nossa experiência no Iaiá Bistrô. Todos foram muito atenciosos e demonstraram conhecimento sobre veganismo, o que sempre gera uma tranquilidade e confiança na gente. É um lugar muito legal para sair para jantar a dois ou em um grupo grande para uma confraternização. O restaurante também conta com um deck aberto para aproveitar os dias mais quentes ao ar livre.

Nos dias mais quentes pode-se sentar no deck.
Nos dias mais quentes pode-se sentar no deck.

Nota: ****

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Opção vegana na Bazkaria

A gente já sabia que a Bazkaria tinha opções veganas no seu cardápio, uma por “natureza”, outras que precisam ser modificadas em relação aos seus ingredientes, mas que ficam muito gostosas. Então, em uma sexta-feira quente resolvemos nos movimentar em direção ao Parcão para saborear as suas pizzas veganas.

O espaço da Bazkaria.
O espaço da Bazkaria.

Ao chegar no restaurante encontramos o salão interno cheio e, sendo assim, sentamos nas mesas que ficam do lado de fora, aproveitando a brisa que batia naquela noite. Pouco tempo depois fomos atendidos por um garçom muito simpático, mas que se mostrou um pouco confuso em relação aos sabores veganos do cardápio, sugerindo algumas opções com queijo. Depois de explicarmos o que era uma opção vegana, ele foi capaz de nos ajudar.

Ambiente externo da Bazkaria.
Ambiente externo da Bazkaria.

Após analisar as possibilidades, optamos pelo sabor Tammy Dêví, opção que consta no cardápio como “Pizzas light” (não há um ítem “Pizzas veganas”, elas estão espalhadas pelo cardápio). Esse sabor é composto de chicória refogada, tomate e cebolas em rodelas e azeitonas pretas. Originalmente ela vem também com tofú, mas naquele dia optamos por pedir sem.

Salão onde jantamos :)
Salão onde jantamos :)

Acabamos encontrando uma mesa no salão interno da Bazkaria e para lá nos mudamos. Não demorou muito para que a nossa pizza grande (8 fatias) chegasse. Já no primeiro pedaço pudemos confirmar que havíamos acertado no sabor do pedido, a mistura de sabores estava muito gostosa e a massa bem fininha e crocante, exatamente do jeito que a gente gosta.

Habemus...
Habemus…
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… Pizza!

Conforme falamos antes, existe uma opção vegana no cardápio da Bazkaria (que foi essa que pedimos), mas uma série de outras que podem ser adaptadas. Por exemplo, há uma lista de pizzas chamadas “Pizzas Veggies” que contém queijo, mas o restaurante é bem flexível quanto a adaptação dos sabores, ou seja, dá pra pedir pra tirar o queijo e colocar tofú ou algum outro ingrediente. É importante ressaltar que a massa comum deles não é vegana, a pizza vegana deve ser pedida com a massa integral. Infelizmente, não há no cardápio uma opção vegana de sobremesa.

É claro que o que sobrou a gente levou pra casa :D
É claro que o que sobrou a gente levou pra casa :D

Na nossa opinião, a Bazkaria oferece uma gama interessante de opções veganas em seu cardápio, permitindo inclusive a variação de sabores, aumentando a possibilidade de voltar ao estabelecimento com mais frequência.

Nota: ****

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It’s me, Yoshi!

Essa semana bateu vontade de comer Sushi, mas sempre dá uma certa desconfiança de comer em restaurantes japoneses, afinal a gente ainda ouve bastante “Mas nem peixe?”, por aí. De qualquer forma, começamos a vasculhar a nossa cabeça sobre as casas de sushi que ofereciam combos veganos. Foi aí que lembramos que certa vez já havíamos pedido uma tele-entrega do Yoshi Sushi. Mas, dessa vez a gente queria ir para a rua, afinal era final de semana e fazia uma noite quente.

Decidimos então nos deslocar para a Cidade Baixa, sem fazer a clássica ligação para o restaurante antes, afinal já sabíamos que havia opção vegana no cardápio deles. Após pegar um pouco do trânsito do bairro mais boêmio de Porto Alegre no caminho, chegamos ao restaurante. Fomos recebidos com um pouco de estranhamento pelos atendentes do local, parecia ser uma surpresa para eles que estivéssemos ali.

Porta de entrada do restaurante no maior estilo "passagem secreta".
Porta de entrada do restaurante no maior estilo “passagem secreta”.

Passada essa primeira impressão, nos acomodamos em uma das altas mesas feitas de de venezianas com tampo de vidro. Éramos os únicos clientes no local que tinha uma decoração muito bonita e um astral muito bacana. Como não havia dúvidas sobre o que pediríamos, chamamos o atendente para fazer o nosso pedido. Quando falamos do combo vegano, ele ficou um pouco desconcertado. Pediu um minuto e foi até a cozinha ver se eles poderiam fazer, pois o combo este combo não estava no cardápio do restaurante.

Ficamos chateados com esse titubear em nos atender, mas logo outra atendente apareceu e nos repassou que eles poderiam sim fazer o combo vegano para a gente sem nenhum problema. Nossa quebra de expectativa se desfez rapidamente, enquanto esperávamos nossa janta. Antes que nosso prato chegasse recebemos um sunomono de cortesia que estava uma delícia!

Sim, a gente admite, a fome foi maior e comemos o sunomono antes de tirar a foto :D
Sim, a gente admite, a fome foi maior e comemos o sunomono antes de tirar a foto :D

Nossa janta logo foi servida, o que foi muito bem recebido por nós, afinal estávamos famintos. O combo era composto de 24 peças, dentre elas niguiri de mini milho, uramaki de tomate seco e rúcula, uramaki de vegetais, hossomaki de pepino, hossomaki de vegetais, etc. e todas estavam muito boas!

O nosso combo!
O nosso combo!
O nosso combo! (2)
O nosso combo! (2)

Depois da janta, em conversa com a atendente, descobrimos que eles haviam aberto o restaurante a menos de um mês, até então eles trabalhavam apenas com a tele-entrega, mas depois de tantas pessoas pedirem para que eles tivessem um espaço físico disponível resolveram se aventurar a ter atendimento ao público. Foi então que entendemos o porque das pequenas hesitações, a gente sabe bem que o início de qualquer operação é complicado e que é mais que normal haver pequenas falhas.

O ambiente do Yoshi Sushi.
O ambiente do Yoshi Sushi.

Nossa impressão geral é de que o Yoshi Sushi oferece uma boa opção vegana em seu cardápio, apesar de ser a única do cardápio. Seria legal também estudar a possibilidade de ter alguma sobremesa sem produtos de origem animal. Mas, de forma geral, a gente saiu de lá com uma impressão muito boa. Obrigado por pensar nos veganos na hora da montagem do cardápio!

Ah, sempre importante!
Ah, sempre importante!

Nota: ***

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Olé paella vegana! Olé!

Fazendo a nossa busca por opções veganas em Porto Alegre, a gente recebeu a dica de que o Tablado Andaluz servia uma paella vegetariana. Já havíamos visitado o tablado há muitos anos, quando ele ainda funcionava na Avenida Oswaldo Aranha, mas não tínhamos recordação da tal paella. Muito interessados resolvemos ligar para o local pra ver se eles conseguiriam fazer uma versão vegana desse prato. Para a nossa surpresa, após explicarmos o que era vegano, descobrimos que a paella vegetariana é, na verdade, uma paella vegana. Sem titubear reservamos os nossos lugares para aquela mesma noite.

Para os que não conhecem, o Tablado Andaluz é um local que traz ao público a cultura do flamenco. De acordo com o site do tablado: “Os “Tablaos” como ficaram conhecidos, eram bares descendentes dos Cafés Cantantes que existiam no inicio do seculo passado por toda Europa e foram importantes no surgimento do flamenco e na consolidação de sua classe artística. As noites nos “Tablaos” eram a fusão perfeita entre arte flamenca, gastronomia e boemia. O Tablado Andaluz de Porto Alegre é único “Tablao” no Brasil.”. Está situado na Avenida Venâncio Aires, 556.

Para podermos aproveitar bastante o local chegamos cedo, ainda que fosse uma noite com tempo ruim. Logo que entramos fomos recepcionados pelos atendentes do local que nos levaram até a nossa mesa. A menina que nos atendia explicou como funcionava o sistema da casa: entrada, buffet de saladas e paella. Explicamos novamente a questão do veganismo para ela e ela garantiu que a paella era vegana. Apenas nos disse para não comer a tortilla que vinha com a entrada, pois continha ovos.

O clima do tablado.
O clima do tablado.

Como chegamos cedo, a comida ainda estava sendo preparada e o buffet de saladas montado. Pensamos: “Quando em Roma, faça como os romanos” e decidimos pedir uma jarra de sangria. Não demorou muito para que ela fosse trazida até a nossa mesa e que pudéssemos saboreá-la. Aproveitamos a típica bebida espanhola, que estava muito gostosa, mais seca do que doce como é da nossa preferência. Logo nos foi servido também a entrada, uma porção com azeitonas, caponata de berinjela, pimentão vermelho em conserva e pãezinhos. Estava tão gostosa que pedimos uma segunda leva!

A sangria e a entrada.
A sangria e a entrada.

Por volta das 21h00 as paellas e o buffet começaram a ser servidos. Como nós estávamos morrendo de fome, levantamos rapidamente e fomos nos servir. Havia várias opções de saladas, mas como estávamos lá para saborear a paella vegana, acabamos pulando as mais básicas e provando apenas as mais elaboradas, dentre essas fica o destaque para a salada de laranja com cebola. Um mistura estranha a primeira vista, mas deliciosa.

O buffet de saladas era bastante variado!
O buffet de saladas era bastante variado!

Por fim, nos servimos da tão aguardada paella. O aspecto não deixava nada a desejar para as outras paellas servidas ali. Ao invés dos frutos do mar ou das carnes, vegetais variados compunham os ingredientes, tais como ervilha, grão de bico, cenoura, pimentões, etc. A comida estava muito gostosa e bem preparada. Como não havia nenhum elemento que fosse do mar, a paella vegana era muito parecida com um risoto de vegetais com o arroz amarelo por causa do açafrão. Um truque muito comum nas adaptações veganas de pratos com frutos do mar é a utilização da alga nori (ou alguma outra), pois ela imprime no prato aquele “gostinho de mar”. Mas esse é um pequeno detalhe, adoramos a comida!

O primeiro show: paella vegana.
O primeiro show: paella vegana.

Para fechar com chave de ouro, após o jantar há uma apresentação de flamenco. Na noite em que fomos visitar a casa, havia duas bailaoras (bailarinas flamencas), um cantante/cajonista (cantor que tocava cajon) e um violonista. A qualidade dos músicos e das dançarinas é de cair o queixo, realmente uma experiência cultural riquíssima.

O segundo show: flamenco.
O segundo show: flamenco.

Bem, não é por acaso que funciona também no local uma escola de dança flamenca. Caso você se interesse, é só entrar no site para saber mais informações.

Nota: ****

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O delicioso La Rouge

Em um dia de semana nublado resolvemos ir visitar o La Rouge, bistrô completamente vegano que oferece aos seus clientes uma “Culinária ética, criativa, orgânica, saudável, sofisticada e deliciosa.”, conforme afirma a página do restaurante. Funcionando de segunda-feira aos sábados ao meio-dia e nas quintas-feiras  no turno da noite, o La Rouge prepara as delícias de seu cardápio a la carte na Avenida Mariland, 1587.

Conhecendo o cardápio do lugar e sabendo que apenas um prato não daria a dimensão da qualidade da comida servida lá resolvemos convidar um casal de amigos para nos acompanhar. Chegamos por volta das 12h45 e fomos recebidos com a cordialidade que é característica do local, decidimos pegar uma mesa no segundo andar do pequeno bistrô. Sentamos e calmamente escolhemos nossos pratos. Como a gente do Veganista já conhecia o cardápio “normal” do La Rouge, decidimos pedir o prato especial do dia que para nós era novidade. “Camadas de polenta de milho crioulo intercaladas com molho defumado de castanhas e espinafre, cogumelos paris salteados e pesto rosso”, vai dizer que não parece uma boa pedida? hehehe

O famoso cardápio do La Rouge.
O famoso cardápio do La Rouge.

A Nati e o Guilherme aceitaram nossas dicas para escolher os pratos. Ela decidiu pelo Tagliatelle com almondegas de noz-pecã ao molho rouge com suco de uva orgânica e ele pelo Spaghetti da horta (feito de abobrinha e cenoura) com suco de bergamota orgânica. Dois dos nossos pratos prediletos do La Rouge.

Enquanto esperávamos nossos pratos ficamos conversando, aproveitando a calma e a trilha sonora gostosa do lugar. Aliás, essa é uma característica do La Rouge, não é um lugar pra ser ir com pressa, mas sim com tranquilidade para aproveitar o clima, o lugar, as companhias e a comida preparada com tanta dedicação, cuidado e carinho.

Acabamos sendo os primeiros a comer, porque o especial do dia incluía uma entrada que chegou junto com as bebidas. Era um mix de folhas da estação, bulbo de erva-doce grelhado, cenoura baby assada, avocado e rabanete com molho de biomassa de banana verde!

O mix de folhas. A fome era tão grande que a gente deu uma garfada antes de tirar a foto.
O mix de folhas. A fome era tão grande que a gente deu uma garfada antes de tirar a foto.

Não demorou muito para que os pratos principais chegassem e se fizesse aquele silêncio na mesa que deve ser o maior dos elogios para um chef de cozinha, todos os outros sentidos ficaram em segundo plano enquanto degustávamos as maravilhas preparadas pelo pessoal do La Rouge.

Polentas em camada e água com gás.
Veganista: Polentas em camada e água com gás.
Guilherme: Spaghetti da horta com suco de bergamota.
Guilherme: Spaghetti da horta com suco de bergamota.
Nati: Tagliatelle com almondegas ao molho rouge com suco de uva.
Nati: Tagliatelle com almondegas ao molho rouge com suco de uva.

Ainda que uma imagem valha por mil palavras a gente vai dizer, o almoço estava sensacional! A qualidade e o cuidado com todo o processo na preparação dos pratos é impressionante fazendo com que a comida do La Rouge certamente esteja entre nossas preferidas na cidade.

Nota: *****

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Um café bem reforçado

Dessa vez fomos visitar um local com muitas opções veganas!

No coração do Moinhos de Vento está o Hilário Pasta & Café, situado na Hilário Ribeiro, 328, onde decidimos parar e tomar café da manhã para esquentar aquele dia frio. Por conta do clima não foi possível utilizar a área externa que tem um belo deck onde é possível observar o movimento de uma das principais ruas da bem conhecida “calçada da fama”.

Ao entrar no local fomos recebidos pela dona do café que prontamente nos mostrou todas as opções veganas disponíveis. Quase não acreditei ao ouvir a palavra “croissant”. Oi? Croissant vegano? SIM! Não tivemos dúvidas, pedimos um recheado com queijo vegano e proteína de soja. Para acompanhar um capuccino de leite de coco.

Quando o pedido chegou e dei a primeira mordida no croissant eu quase não podia acreditar, era realmente delicioso, na realidade não havia nenhuma diferença para o croissant “tradicional”, sequinho, crocante e quentinho, perfeito para aquela manhã fria. O capuccino estava bom e ainda ganhamos uns biscoitinhos veganos muito gostosos para acompanhar. Foi um café da manhã e tanto!

O Hilário Pasta & Café também serve almoço ao meio dia, mas dessa vez não foi possível provarmos. Quem sabe numa próxima visita né?

Nota: ****

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Capuccino com leite de coco e biscoitinhos.
Capuccino com leite de coco e biscoitinhos.
Croissant com queijo e proteína de soja, tudo vegano!
Croissant com queijo e proteína de soja, tudo vegano!

Uma noite de comida árabe

Nosso primeiro post traz um clássico de Porto Alegre, o Restaurante Al Nur. Hoje em dia o Al Nur já possui uma série de filiais em shoppings e na zona sul, mas a gente visitou a loja mais antiga na esquina da avenida Protásio Alves com a rua Dona Leonor.

Todo vegano sabe que a culinária árabe é altamente receptiva aos ideais veganos, com várias opções de pratos que podemos degustar tranquilamente e não é diferente com o cardápio do Al Nur. Nessa foto mostramos quatro das opções veganas: o pão árabe, (da esquerda para a direita) hommus (pasta de grão de bico), mjadra (arroz com lentilha e cebola) e falafel (bolinho de vegetais).

Uma outra opção vegana que gostamos muito no cardápio do Al Nur é a berinjela em conserva de azeite de oliva, temperos e amendoim e a esfiha de zaatar.

Nota: ****

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