Buffet vegetariano tem opções veganas?

Esses dias a gente estava resolvendo algumas coisas para a(o) Veganista e uma das pessoas que conversava com a gente questionou: “Vocês já foram naquele restaurante vegetariano?”, apontando para o outro lado da Avenida Independência em que nos encontrávamos. Da lá pudemos ver o letreiro do Ojas e desde então ele figurava na nossa lista de próximas visitas.

Decidimos conhecer o restaurante, que, como mencionado, fica na Avenida Independência 646. Como de praxe, antes de nos deslocarmos para o local, ligamos para saber se eles ofereciam opções veganas no cardápio e qual era o sistema de funcionamento do restaurante. Descobrimos que eles funcionam no sistema de buffet, mas, apesar de a moça que nos atendeu saber que havia pratos veganos no cardápio, as informações passadas foram um pouco confusas. Ela, no entanto, nos garantiu que nas plaquinhas indicativas do buffet estavam indicados quais opções eram de fato veganas.

Bem-vindo ao Ojas!
Bem-vindo ao Ojas!

Sendo assim, fomos lá conferir quais opções de fato teríamos para o nosso almoço. Chegamos por volta das 12h15, então o restaurante ainda não se encontrava cheio, ainda que os lugares disponíveis naquele momento fossem apenas no segundo andar. Assim que entramos no local perguntamos a uma atendente como saber quais opções eram veganas. A resposta dela nos deixou um pouco receosos: “o que estiver escrito sem lactose, é vegano”. Mas e o ovo? E o mel? A atendente disse que poderíamos perguntar caso houvesse dúvidas, mas o local começava a encher e seria inviável que ela nos acompanhasse em todo o processo de nos servirmos.

O espaço do segundo piso do Ojas, onde a gente almoçou.
O espaço do segundo piso do Ojas, onde a gente almoçou.

Mas, como não somos veganos de primeira viagem, fomos nos servir, sabedores de que na pior das hipóteses há coisas que são notoriamente veganas. Primeiro nos servimos de salada, o que é a parte fácil, afinal acabam sendo o porto-seguro dos buffets em muitas das vezes. Subimos para nossa mesa no segundo andar, onde fomos atendidos e optamos por tomar um suco verde.

Veganista em ação! :D
Veganista em ação! :D
Parte 1: As saladas.
Parte 1: As saladas.

Quando descemos novamente para nos servir dos pratos quentes, o restaurante já se encontrava mais cheio. Chegando na parte quente do buffet, notamos que as plaquinhas deste eram bem confusas, uma vez que algumas não diziam nada, algumas diziam que eram pratos veganos, algumas que continham lactose. Não existia um padrão, o que gerou um pouco de insegurança na gente. Acabamos nos servindo apenas de arroz, feijão e repolho orgânico assado (havia uma opção de “guisado” vegano que parecia muito gostoso), que, diga-se de passagem, estavam uma delícia! O suco também estava muito bom.

Parte 2: Os quentes.
Parte 2: Os quentes e o suco verde. (Sim, a gente sujou todo o prato se servindo 😀 )

Por fim, descemos as escadas do restaurante, que agora já se encontrava cheio a ponto de termos dificuldade para passar a fila do buffet e alcançarmos o caixa. Ao chegarmos lá, vimos que existem vários produtos a venda, entre veganos e não-veganos.

O Ojas já bem cheio :)
O Ojas já bem cheio :)

Nossa experiência no Ojas foi bem bacana, o buffet tem um número bom de opções e a comida é bem preparada, bem como os sucos, e é uma boa opção para as pessoas que trabalham ou moram na região. O que nos atrapalhou um pouco foi essa questão da incerteza sobre quais os pratos tinham ou não produtos de origem animal. A gente entende que no dia-a-dia isso é uma tarefa “chatinha” de se fazer, mas para os veganos (assim como para os intolerantes a lactose ou celíacos) é algo que muda toda a experiência com a empresa. Então, fica a nossa dica do que melhorar 😉

O caixa ao fundo e os produtos do café. Esses a gente experimenta outro dia.
O caixa ao fundo e os produtos do café. Esses a gente experimenta outro dia.

Ah, ficamos sabendo também que nas segundas-feiras o cardápio é TODO vegano. Eles também abrem para café durante a manhã e a tarde. Assim, em breve devemos voltar lá para descobrir se há opções para a gente nesses horários.

Nota: ***

Fica aí a dica do Veganista!
Quer sugerir um lugar pra gente visitar? Envie um e-mail para falecom@veganista.online 😉

Recebemos a dica: Donna Laura doces e salgados

Na semana passada a gente recebeu uma dica pelo nosso Facebook: “Vocês já conhecem o Donna Laura, na Cidade Baixa?”. O restaurante estava sim na nossa lista de próximas visitas, mas imediatamente foi colocado em primeiro lugar, afinal o apelo popular tem que ser atendido, não é mesmo? 😀

O Donna Laura fica na Coronel Fernando Machado, 1164, endereço para o qual nos deslocamos em um belo dia de sol e frio em Porto alegre. Após atravessar a Loureiro da Silva, logo encontramos o local, lá demos de cara com um aviso que fez nosso coração palpitar de felicidade. Em um pequeno quadro de giz havia o cardápio do dia abaixo do título: “Almoço Vegano (assim mesmo, sublinhado) de segunda à sábado”. Aquele sentimento de alívio por poder almoçar sem preocupações, brotou.

O ambiente do Donna Laura.
O ambiente do Donna Laura.

Imediatamente entramos no local e nos dirigimos ao caixa para pedir informações de como era o sistema do restaurante. A atendente, de forma muito simpática, nos explicou que havia um buffet de saladas logo na entrada onde poderíamos nos servir. Além disso, havia o prato do dia, que, aquele dia, era composto de risoto de moranga, lentilha, berinjela empanada e um pãozinho da casa. E tudo poderia ser repetido quantas vezes desejássemos.

Vai uma saladinha? :)
Vai uma saladinha? :)

Sem pensar duas vezes, fomos nos servir de salada. Assim que terminamos de nos servir, foi entregue o nosso prato do dia, bem rapidinho! Fomos então encontrar um lugar para sentar. Como o local é relativamente pequeno, poucas mesas estão disponíveis, então a gente pode ter que sentar junto com desconhecidos, o que achamos muito bacana, afinal é uma oportunidade de conhecer outras pessoas né? Nos sentamos na mesa maior, que tem quatro lugares de cada lado.

O pessoal do Veganista, pra variar, com fome.
O pessoal do Veganista, pra variar, com fome.

A comida estava gostosa. Havia uma salada com feijão fradinho e vinagrete que estava muito boa, a berinjela empanada nos deu vontade de repetir e o pãozinho para comer junto com a lentilha formava a combinação perfeita. Esses foram os nossos prediletos aquele dia.

Mas, a nossa experiência no Donna Laura ainda não tinha chegado ao fim. Havia uma vasta opção de sobremesas “nos chamando”! Depois de muito analisar as várias opções a disposição ali, decidimos por um bolo de chocolate com ganache (sim, somos loucos por chocolate). As sobremesas não são todas veganas, então se ficar na dúvida, pergunte, o pessoal do restaurante sabe direitinho o que é e o que não é.

Pagamos a conta e decidimos aproveitar o nosso doce caminhando no sol, afinal é sempre importante sintetizar vitamina D. Mas ao dar a primeira colherada na sobremesa, tivemos vontade de voltar no restaurante e pagar de novo, por que era muuuuuuuuito boa. E de um tamanho generoso, ou seja, saímos da Cidade Baixa rolando aquele dia!

Equipe do Veganista de dieta :D
Equipe do Veganista de dieta :D

No nossa opinião, o Donna Laura doces e salgados é uma ótima pedida para qualquer pessoa, vegana ou não. O cardápio é modificado diariamente, o que faz com que ele seja uma opção frequente para o almoço das pessoas que trabalham ou moram na região, bem como para um café da manhã ou tarde.

Os horários de funcionamento.
Os horários de funcionamento e a Frida.

Nota: ****

Fica aí a dica do Veganista!
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Olé paella vegana! Olé!

Fazendo a nossa busca por opções veganas em Porto Alegre, a gente recebeu a dica de que o Tablado Andaluz servia uma paella vegetariana. Já havíamos visitado o tablado há muitos anos, quando ele ainda funcionava na Avenida Oswaldo Aranha, mas não tínhamos recordação da tal paella. Muito interessados resolvemos ligar para o local pra ver se eles conseguiriam fazer uma versão vegana desse prato. Para a nossa surpresa, após explicarmos o que era vegano, descobrimos que a paella vegetariana é, na verdade, uma paella vegana. Sem titubear reservamos os nossos lugares para aquela mesma noite.

Para os que não conhecem, o Tablado Andaluz é um local que traz ao público a cultura do flamenco. De acordo com o site do tablado: “Os “Tablaos” como ficaram conhecidos, eram bares descendentes dos Cafés Cantantes que existiam no inicio do seculo passado por toda Europa e foram importantes no surgimento do flamenco e na consolidação de sua classe artística. As noites nos “Tablaos” eram a fusão perfeita entre arte flamenca, gastronomia e boemia. O Tablado Andaluz de Porto Alegre é único “Tablao” no Brasil.”. Está situado na Avenida Venâncio Aires, 556.

Para podermos aproveitar bastante o local chegamos cedo, ainda que fosse uma noite com tempo ruim. Logo que entramos fomos recepcionados pelos atendentes do local que nos levaram até a nossa mesa. A menina que nos atendia explicou como funcionava o sistema da casa: entrada, buffet de saladas e paella. Explicamos novamente a questão do veganismo para ela e ela garantiu que a paella era vegana. Apenas nos disse para não comer a tortilla que vinha com a entrada, pois continha ovos.

O clima do tablado.
O clima do tablado.

Como chegamos cedo, a comida ainda estava sendo preparada e o buffet de saladas montado. Pensamos: “Quando em Roma, faça como os romanos” e decidimos pedir uma jarra de sangria. Não demorou muito para que ela fosse trazida até a nossa mesa e que pudéssemos saboreá-la. Aproveitamos a típica bebida espanhola, que estava muito gostosa, mais seca do que doce como é da nossa preferência. Logo nos foi servido também a entrada, uma porção com azeitonas, caponata de berinjela, pimentão vermelho em conserva e pãezinhos. Estava tão gostosa que pedimos uma segunda leva!

A sangria e a entrada.
A sangria e a entrada.

Por volta das 21h00 as paellas e o buffet começaram a ser servidos. Como nós estávamos morrendo de fome, levantamos rapidamente e fomos nos servir. Havia várias opções de saladas, mas como estávamos lá para saborear a paella vegana, acabamos pulando as mais básicas e provando apenas as mais elaboradas, dentre essas fica o destaque para a salada de laranja com cebola. Um mistura estranha a primeira vista, mas deliciosa.

O buffet de saladas era bastante variado!
O buffet de saladas era bastante variado!

Por fim, nos servimos da tão aguardada paella. O aspecto não deixava nada a desejar para as outras paellas servidas ali. Ao invés dos frutos do mar ou das carnes, vegetais variados compunham os ingredientes, tais como ervilha, grão de bico, cenoura, pimentões, etc. A comida estava muito gostosa e bem preparada. Como não havia nenhum elemento que fosse do mar, a paella vegana era muito parecida com um risoto de vegetais com o arroz amarelo por causa do açafrão. Um truque muito comum nas adaptações veganas de pratos com frutos do mar é a utilização da alga nori (ou alguma outra), pois ela imprime no prato aquele “gostinho de mar”. Mas esse é um pequeno detalhe, adoramos a comida!

O primeiro show: paella vegana.
O primeiro show: paella vegana.

Para fechar com chave de ouro, após o jantar há uma apresentação de flamenco. Na noite em que fomos visitar a casa, havia duas bailaoras (bailarinas flamencas), um cantante/cajonista (cantor que tocava cajon) e um violonista. A qualidade dos músicos e das dançarinas é de cair o queixo, realmente uma experiência cultural riquíssima.

O segundo show: flamenco.
O segundo show: flamenco.

Bem, não é por acaso que funciona também no local uma escola de dança flamenca. Caso você se interesse, é só entrar no site para saber mais informações.

Nota: ****

Fica aí a dica do Veganista!
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Almoço vegano na Petiskeira?

É claro que a gente faz parte de vários grupos veganos em várias redes sociais diferentes e em um desses grupos lemos que a Petiskeira do Shopping Moinhos de Vento teria uma opção vegana em seu cardápio. Aquilo ficou na nossa cabeça e então finalmente resolvemos descobrir se era verdade. Para não perder a viagem, telefonamos para o local e descobrimos que a opção existia mesmo, o tal bife veggie, que vem em duas versões: uma empanada (vegetariana) e uma grelhada (vegana). O que nos surpreendeu mais do que haver essa opção é que a atendente no telefone sabia exatamente a diferença entre vegetariano e vegano.

Bem, era um dia com o clima instável, típico de Porto Alegre, onde de manhã saímos de casa com 9ºC e ao meio dia os termômetros já marcam 26ºC, mas mesmo assim resolvemos caminhar até o local, aproveitar o sol que ocasionalmente dava o ar de sua graça.

Veganista chegando no Shopping Moinhos.
Equipe Veganista chegando no Shopping Moinhos.

Ao entrarmos no local rumamos diretamente para o segundo andar, a praça de alimentação. Nos aproximamos da loja da Petiskeira e resolvemos perguntar novamente para a atendente sobre a opção vegana, talvez tivéssemos dado sorte com quem havia nos atendido da primeira vez, ainda ao telefone. No entanto, o discurso foi exatamente o mesmo, ela sabia que o prato vegano era o grelhado, pois o empanado continha ovo.

A opção vegana do cardápio.
A opção vegana do cardápio.

Prontamente recebemos o cardápio ao entrar na loja, mas havia apenas uma opção para a gente ali, então fizemos nossa escolha imediatamente. Não demorou muito para que nosso almoço chegasse, composto de um bife vegetal (a base de grão de bico segundo o pessoal do restaurante) com molho vermelho levemente picante por cima, arroz integral, vagem, cenoura e um (UM!) brócolis ao vapor.

E aí, o que acharam?
E aí, o que acharam?

Ainda que não tenha nada a ver com veganismo, na hora de pagar descobrimos algo muito legal. A Petiskeira tem um aplicativo, onde você pode, entre outras coisas, pagar a sua conta sem sair da mesa. Basta pedir para a atendente o PIN do seu pedido, digitar no aplicativo e colocar os dados do seu cartão. A gente usou e funcionou direitinho.

Bem, nossa experiência com a Petiskeira foi regular. Ficamos muito felizes de descobrir que eles se preocuparam em oferecer uma opção de refeição vegana em seu cardápio e, ainda por cima, em pesquisar e treinar os funcionários para repassar as informações corretas sobre essa opção. No entanto, o prato era muito simples e era a única opção (por exemplo, não havia outro prato ou alguma sobremesa). Entendemos que é assim que se começa, mas seria difícil para um vegano que trabalha naquela região almoçar mais do que uma vez por semana no restaurante. Atualmente o colocaríamos como uma opção rápida para matar a fome.

Da próxima vez a gente vai pedalando ;)
Da próxima vez a gente vai pedalando ;)

Nota: **

Fica aí a dica do Veganista!
Quer sugerir um lugar pra gente visitar? Envie um e-mail para falecom@veganista.online 😉

PS: O pessoal da Petiskeira entrou em contato com a gente e nos informou que este prato está disponível em todas as suas lojas 😀